Camilo

Camilo Castelo Branco

Camilo

- Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa, em 16 de Março de 1825.

- Em 1827, morre a mãe.

- Em 1835, morre o pai e ele parte para Trás-os-Montes, mais propriamente para Vilarinho da Samardã, para casa de uma tia paterna ( a Rita de "Amor de Perdição").

- A Samardã é o primeiro marco importante da vida atribulada de Camilo. Ele é definitivamente um homem do norte, para quem o lugar de nascimento foi apenas um acidente. A Samardã, Friúme, Ribeira de Pena, Vila Real, Porto, Foz, Póvoa, Braga, Viana do Castelo, Lamego, Famalicão, S.Miguel de Ceide, são os lugares que contam na vida de Camilo.

- Na Samardã, Camilo recebe as influências do Padre António Azevedo, com quem aprende as primeiras letras. O Padre Azevedo revela-lhe "Os Lusíadas", Fernão Mendes Pinto, Young, despertando nele o gosto da aventura e da língua, pela leitura.

- Em 1841, com dezasseis anos casa em Ribeira de Pena com uma rapariga de Friúme, Joaquina Pereira de França, que contava 15 anos, de quem tem uma filha.

- Em 1842, abandona a mulher e a filha, que morrerão anos depois. Vai para o Porto, onde faz exames para se matricular em Medicina. Matriculou-se em Medicina e depois em Direito, em Coimbra, mas não tirou nenhum dos cursos.

- Reprovado no exame de Anatomia, Camilo regressa à Samardã, para rever uma jóvem, de nome Maria do Adro, que atraía as atenções do jóvem. Porém, Maria do Adro tinha morrido de tuberculose um mês antes. O cunhado Francisco Azevedo, médico, fez-lhe a inesperada proposta para desenterrarem o cadáver da Maria, para, dissecando-o, obterem o esqueleto que sempre dava jeito a um médico. Camilo, embora reprovado em Anatomia, sempre teria algumas luzes para ajudá-lo. Camilo aceitou, mais por um gosto mórbido de ver pela última vez o rosto da jóvem do que por qualquer outra razão.

- O "amor de perdição" de Camilo, a sua "mulher fatal", chama-se Ana Plácido. Não tinha mais de vinte anos quando a conheceu. Nessa idade, que mulher é feia?

- (. . .)

- 1890, a 1 de Junho (Domingo), desenganado pelo médico relativamente à sua cegueira, Camilo dispara contra si, no parietal direito, um revólver: - eram 3h e 15m da tarde. Camilo veio a expirar às 17h. A 4 de Junho, na Igreja da Lapa no Porto, são rezados os ofícios fúnebres. A urna é depois transportada para o cemitério da Lapa e aí depositada no jazigo dos Freitas Fortuna.

In "A Obra e o Homem", de João Bigote Chorão, com adaptações.

Bibliografia:

AIRES, Joaquim Ribeiro"Escola Secundária de Camilo Castelo Branco -Vila Real Subsídios para a sua história e do ensino em Trás-os-Montes."Vila Real, 1991

Adaptações: Prof. Júlio Coutinho

 

Coleção de Postais

 

Camilo visto por Vasco - 2ªs Jornadas Camilianas 1985
Gravura de Camilo - Jornadas Camilianas 1988
Caricatura de Vasco- Jornadas Camilianas 1987

Selo CTT (1925) - Jornadas Camilianas 1988
Selo CTT (1925) - Jornadas Camilianas 1988
Caricatura de MOLI- Jornadas Camilianas 1988
Caricatura de Vasco- Jornadas Camilianas 1988
Caricatura de Jorge Laranjeira- Jornadas Camilianas 1988
Caricatura Am. Jornadas Camilianas 1986
Cartaz de Henrique Manuel - Jornadas Camilianas 1987
Caricatura de Bandeira- Jornadas Camilianas 1990
Caricatura de Isolino Vaz Jornadas Camilianas 1990